Ageflor – Associação Gaúcha de Empresas Florestais

Câmara Setorial de Florestas Plantadas debate sanção da Lei Nº 14.876

Na 62ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial de Florestas Plantadas, discutiu-se a recente sanção da Lei nº 14.876 de 2024, que exclui a silvicultura do rol de atividades potencialmente poluidoras e usuárias de recursos ambientais, e os desdobramentos em relação à TCFA (Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental). A reunião também abordou ações de apoio ao Rio Grande do Sul frente às grandes cheias, com a mobilização do setor para fornecer ajuda por meio de produtos florestais. 

Diego Camelo, especialista da Ibá, atualizou os presentes sobre o processo de reavaliação ambiental do tiametoxam e a suspensão das restrições que haviam sido impostas pelo Ibama. Outros temas tratados foram a transversalidade com a Câmara Temática de Agro Carbono e a tokenização de ativos florestais. Na discussão sobre a agenda legislativa, solicitou-se o envio de temas prioritários do setor para serem apresentados ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que em breve se reunirá com o presidente Lula. Os integrantes da câmara aprovaram ainda a inclusão da CropLife Brasil como novo membro.

Mais cedo, membros do Comitê das Associações Estaduais se reuniram para alinharem os temas prioritários da agenda de defesa florestal da Ibá. 

Ibá pauta importância da Lei 14.876 na imprensa 

A sanção da Lei 14.876, que tira a silvicultura do rol de atividades consideradas poluidoras, foi tema de diversos artigos e reportagens na imprensa com participação da Ibá. 

Em sua coluna no Globo Rural, Paulo Hartung escreveu sobre como a medida ajusta um equívoco que exige da silvicultura, uma atividade que planta e colhe árvores, a mesma burocracia de setores como construção pesada e siderurgia.

O presidente da Ibá também deu entrevista ao Canal Rural. Na conversa com a jornalista Pryscilla Paiva, ele explicou a importância do projeto para o setor de florestas plantadas, posto que abrirá caminhos para investimentos, empregos e oportunidades.

Ao portal AgFeed, Hartung falou sobre as expectativas do setor de florestas plantadas após a sanção. “A lei pode estimular que outros projetos que estão na gaveta saiam e virem realidade econômica no País. O primeiro impacto será acelerar o desembolso da carteira”, disse.

Por sua vez, o embaixador José Carlos da Fonseca Jr. falou à Folha de Vitória sobre como a lei cria novas oportunidades. “O setor se estabeleceu no Brasil ao longo de décadas como altamente competitivo e de impacto socioeconômico positivo. No Espírito Santo, por exemplo, acompanhei o impacto da antiga Aracruz Celulose, agora Suzano, em toda a região norte do estado. Anteriormente sem atividades econômicas significativas, hoje a região é um exemplo de dinamismo socioeconômico, gerando empregos de boa qualidade e remuneração. Destravar investimentos, gerar novos empregos e impulsionar o crescimento é um sinalizador positivo, removendo barreiras que nos puxavam para baixo”, afirmou.

Fonte: Ibá

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