A diretoria do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel, Papelão, Embalagens e Artefatos de Papel, Papelão e Cortiça do Rio Grande do Sul (Sinpasul) foi eleita para a gestão no período de 2025 a 2028. A votação ocorreu de forma presencial, na sede do Sindicato, localizado na estrutura do Sistema FIERGS, em Porto Alegre, nesta terça-feira (24).
O industrial Celso Basso comandará a entidade na nova gestão, que se inicia com a posse em 22 de julho. A eleição ocorreu após o falecimento do presidente anterior, o empresário Walter Rudi Christmann, ocorrido em abril deste ano. Ele esteve à frente da entidade por 22 anos.
“Assumir a Presidência do Sinpasul, após o falecimento do nosso presidente Rudi Christmann, é uma honra para mim, mas também uma enorme responsabilidade, pois ele era o nosso grande líder. Com certeza haverá continuidade nas ações que eram capitaneadas em sua gestão, pois seu trabalho era exemplar. Para estabelecer novos focos, iremos criá-los junto com nossos associados que nos trarão as suas demandas e iremos priorizar as mais relevantes”, declara Basso.
O presidente eleito destaca que os desafios do setor também representam oportunidades de transformação. Um dos principais pontos da nova gestão será enfrentar a “competição tributária” com estados vizinhos, que cresceram nas últimas décadas com o apoio de políticas de incentivo, enquanto o Rio Grande do Sul se tornou, segundo ele, um exportador de matéria-prima e um importador de produtos industrializados. “Hoje exportamos cerca de 80% das aparas para outros estados e importamos as bobinas de papel que usamos para fabricar embalagens. Precisamos reverter esse panorama”, afirma.
Basso também ressalta o potencial do Estado em produzir celulose e papel a partir de florestas plantadas em solo fértil e plano. Para isso, defende uma atenção especial por parte do poder público para a melhoria da infraestrutura intermodal, com investimentos em rodovias, hidrovias e portos. Ele também reitera o compromisso do Sinpasul em incentivar suas indústrias associadas a investirem em inovação, melhoria de processos e redução de desperdícios, reforçando o papel estratégico da reciclagem na sustentabilidade ambiental.
A nova gestão também dará continuidade ao trabalho desenvolvido pelo ex-presidente Rudi, de quem Basso foi vice-presidente por vários anos. “A maior homenagem que podemos prestar ao presidente Rudi é seguir trabalhando unidos em prol das nossas indústrias. Ele nos ensinou o caminho com seu espírito conciliador, especialmente nas negociações sindicais. Agora, é seguir em frente, com foco nas prioridades que construiremos junto aos nossos associados”, conclui Basso.
Sobre o setor
O Rio Grande do Sul abriga 364 indústrias do setor de celulose, papel, papelão e artefatos, que geram aproximadamente 12 mil empregos, segundo dados da Unidade de Estudos Econômicos, do Sistema FIERGS. O Estado é o quinto maior empregador do setor no país, atrás de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Além disso, o setor responde por 3,4% do Valor da Transformação Industrial (VTI) gaúcho, indicador que serve como proxy do PIB industrial.




