Com o tema “Biomas Brasileiros: Gigantes por Natureza”, a Assembleia Geral do FSC Brasil 2025 reuniu, entre os dias 1º e 4 de julho, em São Paulo, membros, observadores, convidados, patrocinadores e equipe em um encontro marcado por diálogo, deliberações estratégicas, conexões e celebração.
A programação teve início com a Reunião do Conselho Diretor e seguiu com o workshop técnico sobre os Princípios & Critérios do FSC, voltado às câmaras ambiental e social, com a presença de Jannicka Murphy, gerente de divulgação da Unidade de Políticas e Performances do FSC Internacional. Esse momento foi dedicado ao aprofundamento dos fundamentos que orientam a certificação florestal responsável em todo o mundo, promovendo escuta ativa, troca de experiências e construção conjunta.
Ao longo do evento, os participantes também acompanharam a apresentação das principais iniciativas e parcerias em andamento, além de uma sessão temática sobre Paisagens Florestais Intactas (PFI), que abordou os desafios e as possibilidades do manejo certificado na Amazônia.
Um momento especial foi a sessão interativa e colaborativa conduzida por meio de uma dinâmica com os participantes, que propôs a criação de ideias, oportunidades e estratégias para ampliar a presença e o impacto do FSC em cada um dos biomas brasileiros, considerando suas particularidades, desafios e potencialidades. A proposta foi refletir sobre novas formas de atuação e engajamento que possam fortalecer a rede e expandir a certificação em diferentes territórios.
A governança participativa, um dos pilares do FSC, teve papel central nas reuniões das câmaras, realizadas inicialmente de forma separada, para o aprofundamento de temas estratégicos e elaboração de recomendações, e depois de forma conjunta, promovendo a construção colaborativa entre as câmaras social, ambiental e econômica. Também foram apresentadas e discutidas as moções que estarão em pauta na próxima Assembleia Geral do FSC Internacional, como preparação para a participação brasileira no encontro global.
A programação foi encerrada com a plenária da Assembleia Geral, momento dedicado à apresentação das atividades e resultados do período, prestação de contas e eleição dos novos representantes dos fóruns de governança da organização.
Abaixo o resultado das eleições:
Início dos mandatos: 01 de janeiro de 2026
Conselho Diretor:
· Câmara Ambiental: Amigos da Terra / Mauro Armelin
· Câmara Econômica: Symbiosis / Alan Batista
· Câmara Social: SINTICOMP / João Francisco F. Andrade
Comitê de Resolução de Conflitos:
· Câmara Ambiental: Giovanna Baggio
· Câmara Econômica: Agrocortex / Marcos Preto
· Câmara Social: STIEML Santa Bárbara / Antônio Francisco Djavan Marques
Conselho Fiscal:
· Câmara Econômica: Renova / Helena Regina Pereira
Certificação FSC contribui para a manutenção e o aumento da cobertura florestal
Um novo estudo publicado no The Journal of Cleaner Production confirma que a certificação FSC contribui para a manutenção e o aumento da cobertura florestal, especialmente em países de renda média-baixa. Essas descobertas reforçam as conclusões de pesquisas anteriores e fornecem insights sobre a adaptação de estratégias regionais de certificação para aumentar o manejo florestal sustentável.
O estudo, liderado pelos pesquisadores Inoussa Boubacar e Yaya Sissoko, investigou o papel crítico da certificação FSC na promoção do manejo florestal sustentável e na mitigação do desmatamento em diversos contextos econômicos e climáticos. Utilizando um modelo de dados em painel dinâmico e estimativas do Método de Momentos Generalizado (GMM) em 70 países entre 2000 e 2021, os pesquisadores examinaram a cobertura florestal como uma medida do impacto da certificação FSC.
Principais descobertas
Os resultados indicam que a certificação FSC contribui para a manutenção e o aumento da cobertura florestal em diversos contextos econômicos e climáticos. Esse impacto positivo é observado com mais intensidade em países de renda média-baixa (conforme definido pelas classificações econômicas do Banco Mundial). Expandir a certificação e integrá-la às políticas nacionais poderia beneficiar os países dessa categoria econômica. Os dados também mostram impactos positivos da certificação em países de baixa, média e alta renda.
O estudo também constatou que a certificação FSC tem um impacto positivo em todas as zonas climáticas – tropical, temperada e outras. No entanto, a intensidade do impacto varia entre as zonas, destacando a necessidade de estratégias específicas para cada região.
Recomendações
Com base nessas descobertas, os autores recomendam:
· adaptar estratégias para diferentes regiões e países com base em estruturas econômicas, capacidades de governança, condições de mercado e zonas climáticas;
· incorporar a certificação FSC às estruturas nacionais e internacionais de governança florestal;
· alinhar a certificação com as políticas comerciais;
· alinhar ainda mais o FSC com iniciativas internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), por exemplo, como foi feito na Bacia do Congo; e
· fortalecer a colaboração entre as partes interessadas, incluindo formuladores de políticas, empresas e organizações internacionais, para aumentar a adoção da certificação FSC e assim mitigar o desmatamento.
Leia o estudo aqui.
Para ler a notícia original, em inglês, entre aqui.
Fonte: FSC Brasil




