Alguns produtores brasileiros ainda vão continuar competitivos no mercado americano, mesmo com o tarifaço.
A celulose é outro produto que deve se manter relevante. É a matéria-prima de papéis, tecidos, produtos de higiene, entre outros. Em 2024, o Brasil mandou para os Estados Unidos quase US$ 1,77 bilhão do produto. Ganhou de longe de quase todos os outros concorrentes, menos do Canadá, que exportou para o vizinho mais de e US$ 2 bilhões. A celulose brasileira foi taxada em 10%. Já a canadense é isenta.
Mas quem trabalha no setor diz que uma característica do nosso produto deve manter a competitividade nos Estados Unidos.
“A celulose brasileira” se adapta muito bem ao padrão exigido pelos clientes americanos. Isso faz com que seja difícil a substituição, não é impossível, mas é difícil, para ajuste de máquinas ou mesmo de produto a qualidade do produto final é boa nos Estados Unidos em função da boa qualidade da celulose brasileira”, diz Antonio Lacerda, diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil.
Os economistas dizem que, de modo geral, as empresas brasileiras com produtos taxados em 50%, mas elas podem ter um outro aliado importante nessa guerra comercial: o câmbio. É que a guerra tarifária de Donald Trump desvalorizou a moeda americana no mundo inteiro. E em comparação com as moedas concorrentes, o real se valorizou menos, o que torna nossos produtos mais baratos, reduzindo ao menos um pouco os efeitos do tarifaço. É o que explica o professor de economia da FGV, João Ricardo Costa Filho.
“O câmbio também vai ser de alguma forma ser uma moeda, um mecanismo de ajuste para que alguns setores consigam acomodar e suavizar um pouco esses impactos que vão ser fortes. O mundo vai sentir isso, só que pode ser que o câmbio ajude e até garanta a sobrevivência de algumas empresas, de alguns setores”.
Fonte: Jornal Nacional




