O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, recebeu, nesta quinta-feira (28), o prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto, e uma delegação de parlamentares e empresários chilenos para tratar do projeto do Porto Meridional. O empreendimento em Arroio do Sal é considerado estratégico para a logística e o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.
“Trata-se de uma obra transformadora que vai reposicionar o Estado no mapa logístico do Brasil e do Cone Sul”, destacou o presidente Bier. “É um projeto estratégico que ampliará a capacidade de exportação e importação, tanto da indústria quanto do agronegócio. Além disso, vai desafogar portos saturados e reduzir significativamente os custos logísticos. Essas iniciativas são oportunidades para um novo ciclo de crescimento social e econômico”, acrescentou.
O prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto, também enfatizou a relevância do projeto. “O Porto Meridional é de interesse nacional. O Rio Grande do Sul tem um potencial extraordinário e está receptivo a investimentos. Quando recebemos uma delegação de um país amigo, como o Chile, disposta a estreitar relações, nos sentimos honrados”, disse.
O senador chileno Ulises Carabantes destacou o papel da integração entre os países e o potencial logístico do projeto. “Queremos ser uma alternativa de conectividade entre Chile, Argentina e Brasil. Esta visita é um passo concreto nessa articulação”, afirmou.
O diretor de Articulação Política da União de Parlamentares Sul-Americanos e do Mercosul, Flávio Manoel Alves Monteiro, explicou a escolha estratégica do terminal para a construção do corredor bioceânico, que visa interligar os litorais do Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico no Cone Sul. “Escolhemos o Porto Meridional como ponta do Atlântico desse corredor bioceânico. Nossa missão envolve promover a integração regional. Assim está nascendo o corredor de Paso de San Francisco ao Porto Meridional.”
Para o coordenador do Conselho de Articulação Política (Coap) do Sistema FIERGS, Diogo Bier, o projeto representa mais do que infraestrutura. “Os líderes políticos que acreditam no potencial da América Latina são verdadeiros heróis. A questão logística é fundamental, e é preciso mostrar a importância de investir nisso. Santa Catarina, por exemplo, já construiu sete portos. O alto custo logístico tira competitividade do Rio Grande do Sul”, alertou.
Durante a visita ao Estado, a delegação também se reuniu com o vice-governador Gabriel Souza e com a Comissão Mista Permanente do Mercosul e Assuntos Internacionais da Assembleia Legislativa do RS.
SOBRE O PORTO MERIDIONAL
O porto, classificado como um Terminal de Uso Privado (TUP), poderá movimentar até 53 milhões de toneladas por ano. Segundo o governo do estado, a obra está orçada em R$ 6,5 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão destinados à infraestrutura geral e R$ 5 bilhões à construção dos berços e terminais. Além de fortalecer a competitividade logística do RS, o Porto Meridional deve gerar mais de 2 mil empregos diretos e cerca de 5 mil indiretos, movimentando a economia regional. Localizado próximo à BR-101, poderá ter infraestrutura preparada para futuras conexões ferroviárias.




