A Frente Parlamentar da Silvicultura da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Carlos Búrigo (MDB), realizou na sexta-feira (29) uma reunião online decisiva para tratar da crise enfrentada pelo setor de base florestal. O encontro reuniu a Famurs, prefeitos de Jaquirana, Cambará do Sul, São Francisco de Paula e São José do Norte, entidades representativas como Sindimadeira, Ageflor, Agaflor e Fiergs, além de empresários das cadeias produtivas do setor madeireiro.

O principal ponto de debate foi o impacto das tarifas impostas pelo governo norte-americano à madeira brasileira, medida que afeta diretamente a economia de diversos municípios gaúchos. Em muitas cidades do Rio Grande do Sul, a produção e o beneficiamento de madeira são atividades centrais para a geração de emprego, renda e arrecadação municipal.
Entre os encaminhamentos, a presidente da Famurs, prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira, assumiu o compromisso de articular uma ação conjunta com as federações de municípios de Santa Catarina e Paraná. O objetivo é buscar uma audiência com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a fim de sensibilizar o governo federal e acelerar as tratativas com os responsáveis pelo comércio exterior norte-americano.
A meta é encontrar soluções que reduzam os impactos das tarifas e evitem uma crise ainda maior em um dos setores mais estratégicos para a região Sul do Brasil, responsável por grande parte da produção florestal nacional.
Na semana seguinte, durante a Expointer, aconteceu no dia 03, um encontro com a presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, quando foi entregue um documento assinado pelo deputado Carlos Búrigo, pelo presidente do Sindimadeira-RS, Leonardo De Zorzi, e pelo presidente da Ageflor, Daniel Chies.
O documento detalha os impactos das tarifas americanas nos municípios que dependem da madeira e solicita apoio da Confederação Nacional de Municípios para gestão junto ao Governo Federal. Entre os pontos do documento estão: criação de programa de manutenção de empregos nos moldes adotados na pandemia da Covid-19; manutenção da negociação diplomática com os EUA; medidas emergenciais de apoio às exportadoras; inclusão do setor madeireiro na lista de exceções da ordem executiva americana ou redução da tarifa para no máximo 10% e, diversificação de mercados externos.
No dia 09 uma comitiva gaúcha acompanhada das três federações do Sul do país – Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná – cobraram ações do governo federal para mitigar tarifaço dos EUA, na defesa da economia e da preservação de milhares de empregos do setor.

Em Brasília, a presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira, reuniu-se com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para cobrar medidas urgentes contra os impactos do tarifaço norte-americano. A Famurs apresentou cinco pedidos concretos: negociação diplomática com os EUA, inclusão do setor madeireiro na lista de exceções, articulação emergencial no Congresso, diversificação dos destinos de exportação e a criação de um programa emergencial de apoio e manutenção de empregos.
O aumento das tarifas ameaça a arrecadação dos municípios, amplia o risco de desemprego e pode gerar prejuízos bilionários. Só o setor moveleiro, que responde por 70% das exportações gaúchas para os EUA, pode acumular perdas de US$ 848 milhões em dois anos, comprometendo a sobrevivência de centenas de empresas e milhares de postos de trabalho em diferentes cadeias produtivas.
“A sobrevivência de milhares de empregos e a estabilidade de setores inteiros do nosso Estado dependem de ações rápidas e coordenadas. Viemos a Brasília para que a União compreenda a dimensão desse tema e adote medidas concretas para proteger a economia gaúcha”, destacou Adriane. ![]()
A mobilização também reuniu lideranças do Paraná e de Santa Catarina, em uma articulação conjunta que fortalece o municipalismo e amplia as chances de resultados efetivos. A Famurs segue na linha de frente, unindo forças e defendendo os municípios gaúchos diante dos maiores desafios econômicos do país.




