A Dexco, antiga Duratex, comunicou ao mercado que sua controlada indireta, a Jatobá Florestal S.A., receberá um aporte de R$ 200 milhões. O investimento será realizado por um investidor institucional via subscrição de 100% de novas ações preferenciais da subsidiária. Conforme o comunicado oficial na CVM divulgado em 07 de janeiro de 2026, a operação torna o novo investidor um acionista minoritário na Jatobá, focada em exploração e comercialização de ativos florestais.
A movimentação da Dexco não é apenas uma entrada de caixa, mas uma manobra estratégica de desalavancagem e eficiência. A Jatobá Florestal funciona como uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) e lida diretamente com o arrendamento de terras e a gestão de florestas.
Com a chegada desse investidor institucional, a Dexco consegue monetizar parte de sua base florestal sem perder o controle majoritário da operação. O acordo aprovado pelo Conselho de Administração prevê regras rígidas de governança, estabelecendo um Acordo de Acionistas que define desde o direito de voto até restrições para a venda futura dessas ações (lock-up).
Essa estrutura é comum em empresas do setor que possuem grandes extensões de terra imobilizadas. Ao atrair capital externo para uma subsidiária específica, a companhia consegue otimizar sua estrutura de capital e focar recursos em outros projetos prioritários de seu portfólio de construção e reforma.
Embora o conselho já tenha dado o sinal verde, o fechamento definitivo da operação ainda depende de “condições precedentes”. Isso significa que existem trâmites burocráticos e possivelmente aprovações regulatórias que precisam ser concluídas antes que o dinheiro entre efetivamente no balanço da Jatobá.
A empresa afirmou que a iniciativa está alinhada à sua estratégia de maximizar a eficiência econômica. No longo prazo, isso pode significar uma estrutura mais leve e maior capacidade de investimento em inovação e expansão de suas marcas principais (como Deca, Portinari e Durafloor).
Fonte: Fatos na Bolsa




