CMPC apresenta projetos e reforça diálogo com prefeitos gaúchos
A CMPC Brasil apresentou os principais impactos de sua atuação no Estado a prefeitos gaúchos que participaram do Seminário Municipalismo em Foco, promovido pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), em Imbé, no Litoral Norte. No painel realizado na manhã desta sexta-feira, o consultor de relações institucionais da CMPC, Daniel Andriotti, destacou que a fábrica de celulose da empresa em Guaíba, na Região Metropolitana, foi o primeiro dos 11 empreendimentos que a companhia possui no Brasil, com cerca de 2 mil postos de trabalho.
Em 2024, foi anunciado um investimento de R$ 27 bilhões no chamado Projeto Natureza, uma nova fábrica de celulose a ser construída em Barra do Ribeiro. O empreendimento enfrenta impasses na Justiça. No início de março, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou a suspensão do licenciamento ambiental do projeto até que as comunidades indígenas locais fossem devidamente ouvidas. Na semana passada, o Conselho Nacional do Ministério Público suspendeu a recomendação do MPF/RS, garantindo a continuidade do processo até análise definitiva.
Segundo Andriotti, a empresa já apresentou toda a documentação necessária. “Estamos no aguardo, primeiro, de um posicionamento do Ministério Público e, depois, da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), na expectativa da licença para que possamos iniciar as obras em Barra do Ribeiro”, afirmou.
A multinacional chilena CMPC possui 54 fábricas em 12 países, sendo 11 delas no Brasil. No Rio Grande do Sul, a empresa mantém plantios de eucalipto e operação florestal em 80 municípios, o que reforça a necessidade de diálogo com as administrações locais.
“Falar com os prefeitos é muito importante, porque, normalmente, eu vou aos municípios e converso diretamente com eles. Mas há muitos prefeitos aqui que não têm ideia do que é a CMPC. Aproveitamos este espaço para apresentar a empresa, já que há municípios que ainda não fazem parte da nossa base e podem vir a integrar, pois precisamos expandir a base florestal para abastecer o novo projeto em Barra do Ribeiro”, afirmou.
Fonte: Correio do Povo
Foto: Mauro Schaefer/Correio do Povo




