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FIERGS manifesta preocupação com anúncio dos EUA de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) manifesta preocupação diante do anúncio do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Os Estados Unidos são um parceiro comercial estratégico para o Rio Grande do Sul, ocupando, em 2024, a segunda posição entre os principais destinos das exportações gaúchas, com mais de US$ 1,8 bilhão exportados no ano. Produtos industrializados como químicos, máquinas, alimentos processados, calçados e couro compõem grande parte dessa pauta. Medidas dessa natureza afetam diretamente a previsibilidade e a estabilidade das relações comerciais, comprometendo a competitividade da indústria brasileira.

Nosso foco permanece na defesa do livre comércio, do diálogo internacional e da segurança jurídica para as empresas exportadoras do Rio Grande do Sul. Esperamos que essa medida seja revista antes de sua entrada em vigor, permitindo o restabelecimento da normalidade nas relações comerciais e a manutenção de um relacionamento bilateral construtivo, baseado em mais de 200 anos de cooperação e respeito mútuo entre Brasil e Estados Unidos. É necessário que divergências políticas sejam superadas e não interfiram nas relações comerciais entre as nações.

Presidente do Sistema FIERGS defende “negociação e mediação” diante de medidas comerciais prometidas pelos EUA contra o Brasil

O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, defende que negociação e mediação é o principal caminho diante de medidas comerciais prometidas pelos Estados Unidos contra o Brasil. Na quarta-feira (9), o governo americano anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto — o que afetaria diretamente a competitividade do setor industrial.  

Importante parceiro comercial do Brasil, os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações gaúchas (8,22% do total exportado em 2024) e o terceiro país nas importações do Rio Grande do Sul (10,7%). “A importância dos Estados Unidos é gigantesca para nós. Exportamos muito fumo, madeira, calçados, celulose. Essas tarifas nos atingem diretamente. Por isso, nossa posição é pela mediação para a solução do impasse comercial”, destaca Bier.  

Desde o anúncio do governo dos EUA, o presidente está em contato com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e dirigentes das demais federações industriais para que juntem esforços em favor da negociação. “Temos de intermediar essa relação, porque se ficar como está, será muito ruim para todo o Brasil, para todas as indústrias e para todo o comércio. É hora de ter calma e negociar, com toda a força da indústria brasileira unida, para superarmos o impasse que está criado”, reforça.  

Assim como a CNI, o Sistema FIERGS entende que não há fato econômico que justifique a elevação das tarifas, que ameaça a competitividade das aproximadamente 10 mil empresas brasileiras que exportam para os EUA. Há muitos anos, a balança comercial entre os dois países é superavitária para o lado norte-americano. Na visão de Bier, se mantida, a mudança ameaça empregos e a operação de muitas indústrias.

“Acredito que o presidente Trump não venha a exercer esses 50% anunciados. Em casos parecidos com outros países, ele acabou negociando. Por isso, o caminho é a mediação, a conciliação”, pontua Bier.

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