O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou nesta quinta-feira (10/07) importante atualização da Resolução 498/2023, que redefine os critérios para o plantio de florestas no Rio Grande do Sul. A medida traz mudanças significativas no Zoneamento Ambiental da Silvicultura (ZAS), reforçando a proteção da biodiversidade, o uso racional da água e o planejamento territorial inteligente.
A principal inovação é a adoção da metodologia de Conectividade e Permeabilidade da paisagem, que substitui os antigos critérios baseados apenas no tamanho e na distância entre os plantios. O novo modelo busca garantir que os plantios não interrompam corredores ecológicos, áreas naturais essenciais para o deslocamento da fauna e o equilíbrio dos ecossistemas.
A nova diretriz é resultado de um trabalho técnico de três anos, desenvolvido no âmbito da Câmara Técnica de Biodiversidade do Consema, e incorpora modelos utilizados internacionalmente na criação de corredores ecológicos.
O Rio Grande do Sul é um dos principais produtores de florestas plantadas do Brasil e o único estado com zoneamento específico para a atividade. Agora, com essa nova atualização, o estado reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do setor.
A Frente Parlamentar da Silvicultura da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Carlos Búrigo (MDB), teve papel relevante nesse processo. A atuação da Frente foi decisiva para articular os interesses do setor produtivo com o governo estadual, garantindo que o novo regramento contemplasse tanto a conservação ambiental quanto a viabilidade econômica da silvicultura no estado.
O RS é a casa da CMPC, uma das maiores fabricantes de celulose do mundo, que já anunciou a intenção de realizar o maior investimento privado da história do nosso estado, estimado em R$ 24 bilhões, para implantação de nova planta industrial em Barra do Ribeiro.
O Estado também possui um dos maiores polos moveleiros da América Latina, responsável pela geração de milhares de empregos, e diversos polos industriais do setor de base florestal, como nos casos das regiões dos Campos de Cima da Serra e da Zona Sul do Estado. “Com a atualização do ZAS, o Rio Grande do Sul dá mais um passo na modernização da sua política ambiental, e traz garantia para diversos setores produtivos que dependem da matéria-prima das florestas plantadas para crescerem”, ressalta Búrigo.
Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa




