Paraná e Rio Grande do Sul combinam tecnologia, inovação e preservação ambiental para transformar a silvicultura em motor de bioeconomia e desenvolvimento regional
Em tempos de emergência climática, descarbonização da economia e busca por soluções sustentáveis, a floresta plantada emerge como uma das respostas mais potentes — e, até pouco tempo atrás, invisíveis. No Sul do Brasil, dois estados protagonizam uma revolução silenciosa. Paraná e Rio Grande do Sul transformam áreas cultivadas com eucalipto, pinus, acácia e até espécies nativas em ecossistemas altamente tecnológicos, produtivos e inovadores.
No Rio Grande do Sul, o destaque é a multiplicidade de usos das florestas cultivadas. O estado abriga 974 mil hectares plantados, e deles saem produtos tão diversos quanto carvão vegetal, tanino, madeira serrada, resinas, alimentos e até cosméticos.
Em Capivari do Sul, a Resinas Jardim é exemplo de como a inovação pode transformar setores tradicionais. O projeto RJV200 nasceu da necessidade de eliminar o esforço físico do tombamento manual de tambores de resina, que chegava a 16 toneladas por turno por trabalhador. “Nossa prioridade era eliminar riscos ergonômicos e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade. Com o RJV200, conseguimos as duas coisas de uma vez”, conta Israel Jardim, da diretoria. Hoje, um único operador processa até 80 toneladas por turno, quintuplicando a capacidade anterior.
Construído com motorredutores e polias robustas, o equipamento mecanizado padronizou e automatizou uma operação historicamente pesada, reduzindo custos em até 60% e praticamente zerando incidentes de saúde ocupacional. Mas os avanços não pararam aí. A empresa integrou sensores, sistemas digitais e aplicativos que conectam produção, qualidade, logística e até suporte técnico por WhatsApp, em tempo real.
Leia a reportagem completa em: https://conexaosafra.com/silvicultura/do-pinus-ao-pixel-o-futuro-sustentavel-que-brota-no-sul-do-brasil/




