Neste domingo (07/12) é celebrado o Dia Nacional da Silvicultura, área da ciência que estuda as formas naturais e artificiais de restaurar e melhorar o povoamento, a manutenção, o aproveitamento e o uso consciente das florestas. A data reforça a relevância crescente da silvicultura em um contexto marcado por desafios ambientais e climáticos, destacando seu papel, não apenas na conservação, mas também na recuperação de paisagens e na promoção do desenvolvimento rural sustentável.
A silvicultura se divide em clássica e moderna: a primeira abrange as florestas naturais, com foco na proteção do ecossistema e produção sustentável, e a segunda opera o manejo de florestas plantadas, usando alta tecnologia para otimizar a produção de madeira e outros produtos, conciliando economia e sustentabilidade.
A Emater/RS-Ascar atua na promoção e no desenvolvimento da silvicultura no Rio Grande do Sul, especialmente junto à agricultura familiar, com assistência técnica e promoção da sustentabilidade, incentivando a diversificação de culturas, como eucalipto, acácia-negra, pinus, sementes de pinhão (araucária) e a erva-mate, árvore-símbolo e patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul.
ORIENTAÇÃO TÉCNICA CONFERE RENTABILIDADE E QUALIDADE À PRODUÇÃO
Conforme o extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Ilvandro Barreto de Melo, a preservação da área florestal está intimamente ligada ao plantio das espécies. “Hoje a importância do pinus, do eucalipto e da acácia-negra possui relevância econômica, na geração de empregos, de produtos, bens de consumo utilizados pela sociedade e também de geração de renda. São fundamentais para uma silvicultura produtiva, com rentabilidade econômica e que também permitem a preservação das florestas nativas”, destaca.
A Instituição também atua no setor oferecendo orientação técnica e transferência de tecnologia aos produtores e incentivando a diversificação econômica por meio do cultivo florestal, além de manter o setor atualizado com informativos sobre o mercado e produção das principais espécies cultivadas no Estado.
A promoção de eventos, capacitações e intercâmbios técnicos, além do desenvolvimento de projetos voltados à sustentabilidade, como Agricultura de Baixo Carbono e sistemas agroflorestais, também estão entre as ações da Emater/RS-Ascar. O apoio aos produtores inclui ainda o acesso a políticas públicas e linhas de crédito para implantação e manejo de florestas.
O produtor Zilmar Haszczaruk cultiva eucalipto em sua propriedade de sete hectares em Machadinho, na Região Nordeste do Estado, há mais de uma década. As primeiras levas da produção foram comercializadas em forma de lenha. “Fizemos o plantio com uma densidade adequada de 250 a 300 mudas por hectare – e tivemos uma rentabilidade suficiente para cobrir os custos de implantação e manejo, além da obtenção de uma planta de qualidade”, destaca. Conforme Haszczaruk, a orientação técnica e o assessoramento da Emater/RS-Ascar têm sido muito importante ao proporcionar o acesso à informação e a consequente obtenção de um produto com melhor qualidade e de potencial rentabilidade.



