A Emater/RS-Ascar está presente na 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com 14 parcelas temáticas. No espaço dedicado às florestas comerciais, técnicos e visitantes encontram um cenário que integra florestas plantadas madeiráveis, não madeiráveis e diferentes sistemas produtivos. A área experimental, criada em 2007, reúne cultivos de erva-mate, pínus e eucalipto com o objetivo de apresentar aos produtores opções viáveis e sustentáveis para diversificar a propriedade rural.
Desde sua implantação, o espaço vem sendo utilizado para estudos e demonstrações práticas de manejo das principais espécies florestais cultivadas no Rio Grande do Sul. Um dos destaques é o trabalho voltado ao pinus e ao eucalipto, espécies que segundo os técnicos contribuem positivamente para a biodiversidade local.
“Temos mostrado na prática que o eucalipto é capaz de abrigar uma rica biodiversidade, desmistificando a ideia de que ele empobrece o ambiente”, explica o extensionista rural da Emater/RS-Ascar e coordenador do espaço, Sergio Morgensten.
SOMBRA, BEM-ESTAR ANIMAL E RENDA COMPLEMENTAR
Atualmente, a parcela também abriga um sistema silvipastoril com pinus e eucalipto, integrado a pastagens como aruana, braquiária, hermátria, missioneira gigante e campo nativo. O modelo oferece sombreamento natural, favorecendo o bem estar de rebanhos leiteiros ou de corte e abrindo novas frentes de renda ao produtor.
O pinus, por exemplo, pode gerar madeira para paletes, caixas, palanques e também biomassa para indústrias e cerealistas. Já o eucalipto, além de oferecer conforto térmico ao rebanho, serve como alternativa para reformas na propriedade e como lenha.
TRADIÇÃO E BIODIVERSIDADE
Entre as florestas não madeiráveis, a erva-mate se destaca em um sistema silvoagroflorestal que recria parte das condições naturais da Mata Atlântica, seu ambiente de origem. O sombreamento favorece o máximo potencial produtivo da planta, garantindo qualidade e maior retorno econômico ao agricultor.
O espaço também evidencia a força da cadeia produtiva no Estado, reunindo ervateiras dos cinco polos produtores do Rio Grande do Sul. No pavilhão, visitantes podem degustar diferentes tipos de erva mate, pegar água quente e preparar seu chimarrão – um convite à convivência, às rodas de conversa e à tradicional hospitalidade gaúcha.
PORONGO, VIVEIRO DE MUDAS E NOVIDADES DO SETOR
Além da erva-mate, o local apresenta ainda a oficina de porongo, cultura tradicionalmente ligada ao chimarrão e que representa uma importante alternativa para a agricultura familiar. Um viveiro de mudas nativas também integra o espaço, fortalecendo a valorização de espécies locais.
Entre as novidades deste ano está a apresentação de um refrigerante produzido à base de erva mate, que pode ser degustado pelos visitantes como exemplo de inovação e ampliação de mercado.
UM ESPAÇO PARA INSPIRAR DECISÕES NO CAMPO
A parcela de florestas comerciais mantém sua vocação original: ser um laboratório a céu aberto para que o produtor conheça diferentes sistemas produtivos, visualize resultados e tome decisões mais assertivas ao retornar para sua propriedade.
Foto: João Vicente Ribas
Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar



