Biomassa ganha espaço na indústria gaúcha como alternativa ao gás natural
O alto custo do gás natural e a oferta de biomassa colocam o Rio Grande do Sul diante de uma oportunidade para reduzir as emissões da indústria e, ao mesmo tempo, aumentar a competitividade do setor.
Levantamento de empresa do setor aponta que o Estado emite mais de 107 milhões de toneladas de CO₂ equivalente por ano. Na indústria, parte dessas emissões está relacionada à geração de vapor e calor utilizados nos processos produtivos, ainda dependentes de combustíveis fósseis.
De acordo com a empresa, a descarbonização da chamada energia térmica ainda recebe menos atenção do que a transição na geração de eletricidade. Entre as alternativas estão a eletrificação, o biometano e a biomassa. Essa última, apesar de exigir uma estrutura logística mais complexa, pode apresentar vantagem significativa de custo. O desafio é garantir uma cadeia de fornecimento confiável, com qualidade, estoque e rastreabilidade do combustível.
O cenário é favorecido pela própria estrutura econômica do Estado. O Rio Grande do Sul tem uma das maiores áreas de florestas plantadas do país e lidera a produção nacional de arroz, o que amplia a oferta de resíduos agrícolas e florestais que podem ser utilizados na geração de energia térmica. A combinação entre oferta de biomassa, demanda industrial e estrutura logística coloca o Estado em uma posição estratégica para avançar na transição energética e transformar a descarbonização em uma oportunidade de competitividade para a indústria gaúcha.
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