Ageflor – Associação Gaúcha de Empresas Florestais

Com contribuições do Sistema FIERGS, RS lança na Expointer Certificado de Cadastro da Silvicultura

Com contribuições do Sistema FIERGS, RS lança na Expointer Certificado de Cadastro da Silvicultura

A Casa da Indústria, estande do Sistema FIERGS na Expointer, foi palco de um marco relevante para o setor florestal nesta terça-feira (1º). O governo do estado, por meio das secretarias do Meio Ambiente e Infraestrutura e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, assinou a instrução normativa que substitui o licenciamento ambiental para silvicultura pelo Certificado de Cadastro da Atividade de Silvicultura (CCAS). O novo mecanismo busca tornar o processo menos burocrático, beneficiando produtores gaúchos que desejam investir no setor. 

A iniciativa contou com contribuições técnicas e articulações do Sistema FIERGS. O coordenador do Comitê da Indústria de Base Florestal e Moveleira (Combase) do Sistema FIERGS, Leonardo De Zorzi, celebrou a assinatura. “É histórico! É o resultado de uma construção conjunta com o governo para trazer mais segurança jurídica aos produtores”, considerou. O vice-coordenador do comitê, Daniel Chies, também destacou a importância da medida e ressaltou que o trabalho deve continuar. “É um passo muito importante, mas ainda teremos outros pela frente para tornar o processo mais ágil”, apontou. 

Conforme o secretário adjunto do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marcelo Camardelli, a instrução normativa do CCAS está alinhada à legislação federal e ambiental. “A Secretaria da Agricultura continua sendo a porta de entrada para a atividade, mas agora os sistemas estão integrados, o que vai facilitar. É uma construção de quase seis anos para chegarmos até aqui”, afirmou. 

O diretor técnico da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Gabriel Ritter, explicou como funcionará a integração entre as pastas para emissão do CCAS. A partir do Zoneamento Ambiental para a Atividade de Silvicultura (ZAS), as informações sobre novos plantios dentro da área planejada serão encaminhadas diretamente pela Secretaria da Agricultura à Fepam. “É um cadastro simples e sem custo que traz segurança jurídica a partir de marcos legais bem conduzidos. Além disso, não ter a licença ambiental da silvicultura não significa que seja possível converter campo nativo ou áreas de preservação em áreas de plantio. Significa que, perante o zoneamento, o produtor está certificado. Conhecemos e acompanhamos a atividade florestal dentro do território”, assegurou Ritter. 

O diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Ricardo Felicetti, afirmou que a medida representa um avanço tanto para o setor primário quanto para a indústria. “É um verdadeiro ganho. Traz garantia para o setor primário e para a indústria que atua e desenvolve o estado, garantindo acesso a produtores que têm a silvicultura como diversificação, como parte da integração lavoura, floresta e pecuária”, disse. 

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, ressaltou que a evolução na regularização é um trabalho contínuo. “É um momento de celebração, mas continuamos na lógica de evoluir e agilizar o processo para que o produtor possa trabalhar com tranquilidade, trazendo inovação para o setor”, afirmou. 

O primeiro CCAS emitido pelo novo sistema foi concedido ao diretor-geral de celulose da CMPC no Brasil e diretor do Sistema FIERGS, Antônio Lacerda. Na ocasião, o governo também abriu consulta pública para tratar das áreas de campos de altitude localizadas na região dos Campos de Cima da Serra, no bioma Mata Atlântica.