Para celebrar o Dia Mundial da Água, a Ibá lança o infográfico “Cuidar da Água é Cuidar do Futuro: Gestão hídrica no setor de árvores cultivadas”, um material que apresenta, de forma clara e didática, como o setor atua na conservação dos recursos hídricos no Brasil.
Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e celebrado anualmente em 22 de março, o Dia Mundial da Água é um marco global para conscientizar sobre a importância deste recurso e a urgência de sua conservação. Para o setor brasileiro de árvores cultivadas, a data é uma oportunidade para destacar como o manejo sustentável e a eficiência podem atuar como os pilares da segurança hídrica em atividades econômicas guiadas pelo desenvolvimento sustentável.
Mas o que o setor de árvores faz pela água? A preservação de mais de 7 milhões de hectares de vegetação natural, uma área maior que o estado do Rio de Janeiro, e a devolução de até 99% da água captada nos processos industriais de papel e celulose são apenas alguns dos fatos que demonstram o cuidado com a água pelo setor. Essa atuação contribui com a preservação das nascentes, regulação do fluxo hídrico e, consequentemente, com a disponibilidade de água para o consumo humano e para a biodiversidade.
Acesse o infográfico e descubra mais sobre a gestão hídrica do setor:
Com dados atualizados de 2025, a publicação reúne indicadores sobre a gestão da água nas florestas, na indústria e no âmbito corporativo, além de mostrar a evolução dessa indústria a partir de um monitoramento contínuo realizado desde 2016.
O infográfico evidencia avanços importantes:

Árvores a favor da saúde hídrica no campo
A racionalidade com os recursos hídricos começa nos viveiros e se estende pelas paisagens de cultivo e conservação. Com melhoria contínua, o volume de água necessário para produzir uma muda caiu 24% desde 2016. No campo, os 10,5 milhões de hectares de árvores plantadas não são apenas fonte de matéria-prima para produtos renováveis e biodegradáveis, mas reabilitação para pastagens degradadas, por exemplo. A conversão dessas áreas para o plantio de árvores melhora a infiltração de água no solo, evita o assoreamento em rios e lagos e ajuda na recarga do lençol freático.
O cultivo em mosaico — adotado por 78% das unidades florestais — intercala áreas produtivas com florestas nativas, ajudando na regulação do fluxo hídrico. Para garantir que esse equilíbrio seja mantido, 79% fazem algum tipo de monitoramento de aspectos qualitativos e 69% realizam monitoramento quantitativo.
Compromisso público com o bom uso da água
Nas fábricas, a lógica é a da circularidade. A água utilizada circula em diversos processos antes de ser enviada para unidades de tratamento e retornar ao meio ambiente. Em alguns casos, mesmo após o tratamento, essa água retorna ao processo produtivo, evitando uma nova captação de água fresca dos rios.
Na prática, a gestão hídrica do setor se baseia em pilares de transparência e eficiência:
- Taxa de retorno: nos segmentos de celulose e papel, 99% da água captada é devolvida aos corpos hídricos após tratamento.
- Gestão de processos: nas fábricas de pisos e painéis de madeira, as taxas de reuso da água são altíssimas, com unidades chegando a 97% de recirculação.
- Governança: atualmente, 70% das empresas do setor possuem metas de gestão hídrica.
- Restauração: na iniciativa privada, o setor é um dos maiores restauradores de matas ciliares do país, protegendo as margens de rios e garantindo sua resiliência. 100% das empresas possuem projetos para restauração.
O setor de árvores cultivadas demonstra que a produção em escala industrial pode, e deve, caminhar lado a lado com a conservação dos nossos recursos mais preciosos e insubstituíveis.
Camilla Marangon, gerente de Sustentabilidade e Políticas Florestais da Ibá, destaca em vídeo as principais ações das empresas associadas para a preservação da água no país.




