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Forwarder florestal da John Deere leva 19 toneladas de madeira por viagem

Forwarder florestal da John Deere leva 19 toneladas de madeira por viagem

Com capacidade para transportar até 19 toneladas de toras, o forwarder John Deere 1910E enfrenta lama, aclives e trilhas estreitas para conectar a colheita florestal à indústria de celulose.

Antes de a madeira chegar a fábricas de papel, celulose, painéis ou serrarias, ela precisa vencer uma etapa pouco visível: sair do interior da floresta. É nesse ponto que entram máquinas como o John Deere 1910E, um forwarder florestal criado para recolher toras cortadas no campo e transportá-las até pontos de transbordo, onde caminhões maiores assumem a viagem.

Segundo a John Deere Brasil, o 1910E é o maior membro da família de forwarders da Série E e suporta cargas de até 19 toneladas. O dado mostra a função real dessa máquina: ela não foi feita para rodovia, mas para trilhas de eucalipto, áreas de colheita, lama, aclives e terrenos onde um caminhão comum não conseguiria operar com a mesma eficiência.

O forwarder é o caminhão fora de estrada que tira a madeira de dentro da floresta

Em uma operação florestal mecanizada, o forwarder trabalha depois do corte. Enquanto harvesters ou outros equipamentos derrubam e processam as árvores, o forwarder entra para carregar as toras e levá-las até uma estrada interna, pátio ou ponto de carregamento.

De acordo com a John Deere Brasil, os forwarders 1510E e 1910E são descritos pela marca como “verdadeiros cavalos de guerra” pela combinação de potência, torque e força de tração. Essa definição resume bem o papel da máquina: transportar carga pesada em terreno difícil sem depender de estradas públicas.

Na prática, ele funciona como um caminhão florestal articulado, com pneus grandes, tração elevada, cabine protegida e uma grua própria para pegar a madeira no solo e organizar a carga sobre a estrutura traseira.

A capacidade de 19 toneladas explica por que a máquina é essencial na cadeia da celulose

O número mais forte do 1910E é sua capacidade de carga. Segundo o material técnico da John Deere Brasil, o modelo suporta até 19 toneladas, volume suficiente para transportar uma quantidade expressiva de madeira em uma única viagem dentro da floresta.

Essa capacidade reduz o número de deslocamentos necessários entre a área de corte e o ponto de transbordo. Em operações de grande escala, isso significa ganho de produtividade, menor tempo de ciclo e melhor aproveitamento da equipe e dos equipamentos.

O forwarder não substitui o caminhão rodoviário. Ele faz a parte que o caminhão rodoviário não foi projetado para fazer: entrar no talhão, trafegar em solo irregular e retirar a madeira até uma área acessível.

O motor entrega 186 kW e 249 hp, segundo ficha internacional da John Deere

Além da capacidade de carga, a potência ajuda a explicar a força do equipamento. De acordo com a página da John Deere na Nova Zelândia, o 1910E tem motor de 186 kW, equivalente a 249 hp. A mesma fonte informa força de tração de 220 kN.

Esses números são importantes porque operações florestais exigem torque e controle em baixa velocidade. O equipamento precisa sair carregado, vencer solo úmido, manobrar entre fileiras de árvores e operar com estabilidade mesmo em condições difíceis.

Em vez de buscar velocidade elevada, o projeto prioriza tração, robustez e controle. A máquina precisa trabalhar de forma constante em jornadas longas, muitas vezes em locais distantes da infraestrutura urbana.

A grua alcança até 8,5 metros para pegar toras sem reposicionar a máquina o tempo todo

Outro diferencial do forwarder está na grua hidráulica. Segundo ficha técnica da John Deere Nova Zelândia, o 1910E pode ter alcance de braço de 7,2 m ou 8,5 m, dependendo da configuração. Esse alcance permite recolher toras em uma área ampla ao redor da máquina, reduzindo a necessidade de reposicionar o veículo a todo momento. Em terrenos florestais, isso é decisivo para economizar tempo e reduzir compactação excessiva do solo.

O operador usa a grua para pegar a madeira, posicioná-la na caixa de carga e organizar o peso de forma equilibrada. O trabalho exige precisão, porque a produtividade depende da velocidade do carregamento e da estabilidade da máquina durante o transporte.

A velocidade é baixa, mas o trabalho exige precisão e resistência

Um forwarder desse tipo não é feito para correr. Segundo a publicação especializada Logging On, o John Deere 1910E tem velocidade máxima na faixa de 21 km/h em uma das configurações técnicas citadas para o modelo. A mesma fonte aponta peso da máquina de 19.050 kg na versão 6 rodas e 21.800 kg na versão 8 rodas, conforme a configuração.

Esses dados mostram a natureza da máquina. Ela é pesada, lenta e extremamente focada em trabalho de campo. O objetivo não é percorrer longas distâncias em alta velocidade, mas transportar carga pesada com controle em áreas onde o terreno muda o tempo todo. Em uma floresta plantada, a produtividade depende da repetição eficiente de ciclos: carregar, sair do talhão, descarregar e voltar. O forwarder é otimizado para esse tipo de rotina.

O 1910E fica entre a árvore cortada e o caminhão que segue para a indústria

A cadeia da madeira funciona em etapas. Primeiro vem o plantio, depois o crescimento da floresta, o corte mecanizado, o baldeio, o transbordo, o transporte rodoviário e a chegada à fábrica. O forwarder atua no baldeio, etapa intermediária que liga o corte ao transporte principal.

Segundo a John Deere Brasil, o 1910E foi desenvolvido para operações pesadas dentro da linha de forwarders da marca, com capacidade superior aos modelos menores da família. Isso o coloca como equipamento estratégico para operações florestais de alta demanda.

Sem máquinas desse tipo, a madeira teria de ser retirada com métodos menos eficientes ou com veículos inadequados ao terreno. Isso aumentaria tempo, custo, desgaste e risco operacional.

A máquina ajuda a explicar como florestas plantadas viraram uma operação industrial de alta escala

O setor florestal moderno depende de mecanização intensa. A imagem tradicional do corte manual de madeira não representa mais as grandes operações de eucalipto, pinus e celulose em muitos países.

Máquinas como o John Deere 1910E mostram como a floresta plantada se tornou uma operação industrial ao ar livre. Há planejamento de linhas, rotas internas, colheita mecanizada, transbordo, telemetria e máquinas específicas para cada etapa.

De acordo com a John Deere, o 1910E combina alta capacidade de carga, motor de 186 kW e força de tração de 220 kN nas especificações internacionais do modelo, o que reforça seu papel como equipamento para operações severas de transporte florestal.

O gigante discreto que quase ninguém vê, mas que sustenta parte da indústria da madeira

O John Deere 1910E não aparece nas rodovias, não chama atenção em centros urbanos e raramente é visto por quem consome papel, móveis, embalagens ou produtos derivados da celulose. Mesmo assim, ele está em uma das etapas mais importantes da cadeia.

Segundo a John Deere Brasil, sua capacidade de até 19 toneladas por viagem faz dele o maior forwarder da família Série E, criado para tirar madeira de áreas onde caminhões comuns não entram com segurança ou produtividade.

No fim, o 1910E é uma máquina de bastidor. Ele não transporta a madeira até a fábrica, mas torna esse transporte possível. Entre a árvore cortada e a indústria que transforma madeira em produto, existe um gigante articulado, lento e poderoso, vencendo lama, aclives e trilhas estreitas para manter a cadeia florestal funcionando.

Fonte: Mais Floresta / Click Petróleo e Gás