Ageflor – Associação Gaúcha de Empresas Florestais

Artigo: O pioneirismo gaúcho e o sinal para o Brasil

Artigo: O pioneirismo gaúcho e o sinal para o Brasil

Por Antônio Lacerda, diretor-geral da CMPC

Há uma alma no Rio Grande do Sul que precede qualquer debate conjuntural. É a alma do pioneiro, aquele que não espera o caminho ser aberto, mas vai na frente e o abre. Esse traço identitário se manifesta em campos tão distintos quanto o esporte, o cooperativismo, as artes, o campo jurídico, o empreendedorismo e o agronegócio, não apenas em terras gaúchas, mas desbravando o Centro-Oeste, hoje um dos celeiros agrícolas do Brasil. Na música e nas artes, gaúchos exportam talento e identidade ao país inteiro. No cooperativismo, o RS abrigou a primeira cooperativa de crédito do Brasil, em 1902, em Nova Petrópolis. No empreendedorismo, empresas nascidas aqui, como Marcopolo, Randon, Tramontina e Gerdau, tornaram-se referências globais. Além disso, o RS abriga um dos mais robustos ecossistemas de inovação do país. Os gaúchos estão na vanguarda da modernização produtiva brasileira.

Esse espírito pioneiro carrega, no entanto, uma responsabilidade proporcional a sua força. Quando o ineditismo está a serviço do bem coletivo, eleva não só o RS, mas o Brasil inteiro. Quando se mistura com ativismo ideológico, pode produzir efeitos contrários e enviar sinais preocupantes a quem observa de fora e pondera onde investir.

É nesse contexto que o Projeto Natureza da CMPC precisa ser lido. Há dois anos, a empresa mantém diálogo contínuo com órgãos de fiscalização, cumpre rigorosamente cada exigência legal e constrói, com método e transparência, um projeto que ambiciona ser referência em responsabilidade socioambiental no Brasil. Não é uma iniciativa que chegou ao RS por acidente.

O que está em jogo vai além de uma empresa de celulose. São as perguntas que todo investidor formula antes de aportar capital: as regras são claras, estáveis e respeitadas? O ativismo e a ideologia não preponderam sobre a ciência e sobre o bom senso? A CMPC quer, com seu compromisso concreto, contribuir para que essas respostas apontem na direção de geração de empregos, da responsabilidade e do compromisso com o futuro, porque o Rio Grande do Sul merece continuar sendo o que sempre foi: um lugar de onde o Brasil aprende.

Fonte: Zero Hora