Em cerimônia no Salão Júlio de Castilhos no final da manhã de 11 março, a Assembleia Legislativa concedeu a Medalha do Mérito Farroupilha à empresa CMPC Brasil. Proponente da homenagem, o deputado Carlos Búrigo (MDB) presidiu, em 2023, a Frente Parlamentar da Silvicultura no Legislativo gaúcho.
Para Búrigo, a concessão da medalha se reveste da relevância da empresa e da silvicultura para o desenvolvimento do estado. Citou que o Rio Grande do Sul conta, atualmente, com cerca de 1 milhão de hectares de florestas plantadas, que resultam em 5% do PIB estadual, 2 bilhões de dólares em exportações e cerca de 320 mil empregos diretos e indiretos. Nesse contexto, fez menção ao trabalho da frente parlamentar para incluir a cadeia da silvicultura, do papel e da celulose, entre as doze atividades econômicas estratégicas do estado.

Ao destacar os números da CMPC, o deputado considerou o impacto econômico expressivo no RS, a exemplo de 1,4 bilhão de reais gastos anualmente em materiais e serviços e, também, na empregabilidade. De cada um emprego direto, outros sete são gerados. Ressaltou ainda, os investimentos em inovação, sustentabilidade e economia circular. “Hoje, 100% dos resíduos sólidos do processo industrial são reaproveitados, sendo transformados em novos produtos”. Também citou a atuação social e o projeto de modernização operacional BioCMPC em Guaíba.
Por fim, Búrigo fez referência à nova fábrica de celulose prevista para Barra do Ribeiro, com investimento estimado em 27 bilhões de reais, geração de 12 mil empregos durante a construção e 4 mil permanentes no futuro. Chamado Projeto Natureza CMPC, o empreendimento inclui melhorias em enfraestrutura rodoviária e portuária, proteção ambiental da região Reserva da Barba Negra e parque industrial com capacidade de até 3 milhões de toneladas/ano.

Antônio Lacerda, diretor-geral da CMPC Brasil, ressaltou que representava no ato os mais de 6 mil trabalhadores diretos e indiretos no país e os mais de 1.300 que estão no Rio Grande do Sul sob o guarda-chuva da empresa. Nos 17 anos de operação em Guaíba, foram investidos mais de 25 bilhões de reais, melhorando, segundo ele, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do município. Além de ações sociais e educativas, a empresa colaborou na recuperação dos estragos da enchente de 2024. Disse ainda, que esse senso de responsabilidade para com a comunidade é a base da CMPC desde a fundação no Chile há mais de 100 anos.
A empresa produz 2,4 milhões de toneladas anuais de celulose, o que a coloca como a quarta fabricante no mundo. Essa produção, segundo Lacerda, é alicerçada na sustentabilidade. “Só no estado, são mais de 200 mil hectares de áreas preservadas. Há três anos a CMPC é reconhecida por instituição internacional como a empresa de papel e celulose mais sustentável do mundo”, salientou. Para a nova planta industrial de Barra do Ribeiro, considerou os desafios e previu transformação. “A cidade vai mudar de cara, vai mudar para o bem”, afirmou agradecendo a honraria. “A medalha reforça que estamos no caminho certo”, concluiu.
Presidente da Assembleia, deputado Sergio Peres (Republicanos) destacou a unanimidade da Mesa Diretora na concessão da homenagem e o impacto dos projetos sociais mantidos pela empresa na formação das comunidades locais e, principalmente, no desenvolvimento do município de Guaíba.

Participaram do evento o secretário estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Fabrício Peruchin, deputada Adriana Lara (PL), ex-deputado Luis Augusto Lara, a prefeita em exercício de Guaíba Claudia Jardim, representantes da Defensoria Pública, Fepam, Fiergs e entidades empresariais da silvicultura.
Fonte: Agência de Notícias ALRS
Fotos: Raul Pereira e Luiz Chaves/ALRS




