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Porto brasileiro prepara R$ 24 bilhões em investimentos para receber uma nova fábrica e ampliar as exportações

Porto brasileiro prepara R$ 24 bilhões em investimentos para receber uma nova fábrica e ampliar as exportações

O Porto de Rio Grande, no litoral sul gaúcho, vai ganhar uma estrutura feita para embarcar milhões de toneladas por ano. O plano de R$ 24 bilhões une fábrica, hidrovias e terminais e coloca o complexo no centro de uma nova rota de celulose voltada ao mercado externo. Instalado na saída da Lagoa dos Patos para o Oceano Atlântico, o complexo do Porto de Rio Grande, no extremo sul do RS, atende cargas gaúchas e de áreas vizinhas.

A nova fábrica, porém, ficará em Barra do Ribeiro, a cerca de 60 quilômetros de Porto Alegre. Os R$ 24 bilhões são o valor previsto para todo o Projeto Natureza, da CMPC, e não apenas para uma obra dentro do porto. O plano reúne a unidade industrial, o plantio de árvores, a estrutura de transporte e ações ambientais. A apresentação do Projeto Natureza prevê capacidade de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano.

Na parte portuária, estão previstos 2 Terminais de Uso Privado, chamados de TUPs. Um TUP é uma área construída e operada por uma empresa para movimentar suas próprias cargas ou cargas de terceiros. Os principais dados ajudam a mostrar o tamanho do plano:

Nova unidade industrial: A fábrica será instalada em Barra do Ribeiro e produzirá celulose de eucalipto.

Dois terminais privados: As estruturas ficarão em Barra do Ribeiro e Rio Grande, com aporte estimado de R$ 1,4 bilhão.

Grande capacidade de embarque: O terminal de Rio Grande poderá movimentar até 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano.

Armazém e dois navios: A área terá espaço para cerca de 194 mil toneladas e operação simultânea de duas embarcações.

A localização da fábrica perto do Guaíba permite montar uma rota pela água. A carga sairá de Barra do Ribeiro, seguirá pela Lagoa dos Patos e chegará ao terminal de Rio Grande para o embarque internacional.

A sequência prevista é simples:

  • Produção: a celulose será feita na nova unidade industrial.
  • Carregamento: o produto seguirá para o terminal privado de Barra do Ribeiro.
  • Transporte: embarcações levarão a carga pela hidrovia gaúcha.
  • Exportação: navios maiores receberão o produto em Rio Grande.

O contrato de adesão do terminal privado de Rio Grande foi assinado em 7 de janeiro de 2026. O anúncio federal sobre a estrutura de exportação detalha os valores e as capacidades previstas.

A fábrica ainda depende das etapas ambientais e das decisões finais de investimento. Em 29 de janeiro de 2026, ocorreu a audiência pública do pedido de Licença Prévia, registrada na página oficial das audiências ambientais.

Por isso, os pontos do plano estão em fases diferentes:

Assinado

Terminal de Rio Grande: O contrato de adesão foi formalizado em janeiro de 2026.

Em análise

Licença da fábrica: A unidade industrial passou por audiência pública e ainda depende do processo ambiental.

Previsto

Capacidade futura: Os volumes de produção e embarque são metas para quando as estruturas estiverem prontas.

O projeto estima alcançar mais de 75 municípios. A previsão oficial é gerar cerca de 12 mil postos de trabalho durante as obras e aproximadamente 1,5 mil empregos depois da conclusão.

Com a fábrica e os terminais prontos, o escoamento ligado à operação poderá superar 4,3 milhões de toneladas por ano. Esses números são projeções e dependem do avanço das licenças, da construção e do início das atividades.

Fonte: Crusoé/O Antagonista