Novas tarifas americanas impactam exportadores brasileiros
Líderes empresariais de setores exportadores para os Estados Unidos relatam que novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump exigem revisão de custos e busca por novos mercados. A taxação afeta indústrias de madeira e de equipamentos, forçando ajustes operacionais e preocupações com a credibilidade do Brasil no comércio internacional.
Empresas afetadas relatam que a nova taxação de 25% dificulta negociações, mesmo com a oferta de descontos. Daniel Woiski, CEO da Solida Brasil, informou que a produção destinada aos EUA caiu 50%, resultando em queda de faturamento de 30%. A empresa, que produz madeira, busca alternativas na Europa e no Oriente Médio, mas com menor valor agregado.
A Temasa, de Santa Catarina, espera uma redução de faturamento de 12% neste ano, similar ao ano anterior, e expressa receio de que os compradores desacreditem o Brasil. O diretor-geral da Temasa afirmou que a política de descontos para manter produtos nas prateleiras americanas não é sustentável.
Helio Guida, sócio da subsidiária da Flexaseal no Brasil, explicou que o tarifaço inviabilizou um plano estratégico de fornecimento para a matriz nos EUA. A empresa está dobrando a área da fábrica para suprir a perda de pedidos e buscar mercados na América do Sul, apesar dos desafios.




