Marcelo Francia Arco-Verde assume a chefia geral da Embrapa Florestas com foco em inovação tecnológica, parcerias táticas e valorização humana
O engenheiro florestal Marcelo Francia Arco-Verde assume a chefia geral da Embrapa Florestas (Colombo-PR), a partir do dia 01/09/26, com a proposta de reestruturar a gestão administrativa, ampliar parcerias institucionais e coordenar o Programa Nacional de Pesquisa em Florestas. Pesquisador da Embrapa desde 1994, ele exerceu a chefia interina da unidade entre abril de 2024 e fevereiro de 2026 e a chefia de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Roraima de 2008 a 2012. Graduado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), possui mestrado e doutorado com especialização em Sistemas Agroflorestais e Manejo Florestal pelo Catie (Costa Rica) e pelo Icraf (Quênia). “Minha motivação para assumir a liderança da Embrapa Florestas, em um cenário desafiador, se dá por justamente gostar de desafios. Pretendo inovar e propor caminhos mais eficientes para o Centro”, afirma Marcelo Francia Arco-Verde.
Sua plataforma de gestão propõe um alinhamento tático-operacional para sincronizar a pesquisa com os portfólios estratégicos da Embrapa e dar suporte direto a políticas públicas. Segundo Arco-Verde um dos grandes pilares de sua gestão será exercer a liderança nacional na coordenação do Programa Nacional de Pesquisa em Florestas, servindo como elo entre a investigação científica e as demandas nacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O plano inclui a digitalização de processos internos, o uso de inteligência artificial na rotina administrativa e o estímulo a ativos biotecnológicos voltados ao setor florestal.
Para o financiamento das operações, a meta é diversificar a captação de recursos por meio de editais, parcerias público-privadas, verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e licenciamento de tecnologias. O plano de cooperação abrange projetos de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) com a Fundação ABC e o IDR/Emater; Sistemas Agroflorestais em conjunto com a Itaipu Binacional, Icraf e Fundo Vale; e restauração florestal com o Serviço Florestal Brasileiro, Banco Mundial e BNDES. Para simplificar as operações institucionais, um marco por ele destacado foi a consolidação do novo acordo com o Fundo Nacional de Controle de Pragas Florestais (Funcema), assinado em fevereiro de 2026 para reestruturar a gestão financeira e expandir as pesquisas de apoio florestal. Arco-Verde também enfatiza que o fortalecimento dessa rede de cooperação contará com o suporte de “articuladores nacionais” na estrutura organizacional, para integrar os parceiros e apoiar as tomadas de decisão.
Compõem esta gestão as pesquisadoras Lucília Parron Vargas (chefia-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento) e Rossana Catie Bueno de Godoy (chefia-adjunta Transferência de Tecnologia) e a analista Simone de Jesus Buchner Rauch (chefia-adjunta de Administração).
Além da Embrapa Florestas, outras oito Unidades Descentralizadas (UDs) terão novos chefes-gerais: Embrapa Acre (Rio Branco, AC), Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus, AM), Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), Embrapa Pecuária Sul (Bagé, RS), Embrapa Roraima (Boa Vista, RR), Embrapa Semiárido (Petrolina, PE), Embrapa Soja (Londrina, PR) e Embrapa Uva e Vinho (RS). Os gestores foram escolhidos no primeiro ciclo de seleção de 2026, iniciado em março. O segundo ciclo de 2026 está previsto para começar em novembro, com a publicação de editais para oito Unidades. A expectativa de que os selecionados assumam as funções ao longo do primeiro trimestre de 2027.
Foto: Manuela Bergamim




